Entre Destinos: quando a estrada também passa a fazer parte da viagem

De Ribeirão Preto a São Paulo para a ABAV Expo 2026, uma experiência real coloca carro e ônibus na balança e mostra que conforto, descanso, mobilidade e o próprio caminho também podem definir uma viagem.

05/10/2026

Entre Destinos: quando a estrada também passa a fazer parte da viagem

A bordo de uma viagem entre Ribeirão Preto e São Paulo, a Revista Receita de Turismo inicia o projeto Entre Destinos, uma série de experiências que vai além do ponto de chegada para observar também os caminhos, escolhas e histórias de cada percurso. (Foto: Alexandre Richards / Revista Receita de Turismo)

ENTRE DESTINOS • EPISÓDIO 1

Entre o volante e a estrada: uma viagem que colocou novas escolhas no caminho

Na estreia de Entre Destinos, a Revista Receita de Turismo viaja com a Buser de Ribeirão Preto a São Paulo para três dias de ABAV Expo. Mais do que testar uma nova forma de deslocamento, a proposta é descobrir, na prática, como conforto, cansaço, mobilidade e o próprio trajeto podem pesar na escolha de uma viagem.

 

“Meu Deus, perdi o ônibus!”

Guarde essa frase. Ela ainda vai fazer sentido nesta reportagem.

Mas esta não é uma matéria sobre perder um ônibus. Também não é uma tentativa de descobrir se ônibus é melhor do que carro.

Entre Destinos começa justamente porque eu não tenho essa resposta.

Eu gosto de dirigir.

Já rodei muito pelo Brasil, atravessei estados e vivi de tudo atrás de um volante. Gosto da liberdade do carro: decidir quando saio, onde paro e por qual caminho sigo.

Gosto de ser, como costumo dizer, o capitão da minha própria viagem.

Durante muito tempo, o ônibus ficou no extremo oposto dessa relação. Quase sempre, última opção. Eu só recorria a ele quando realmente não havia alternativa.

Só que a vida profissional voltou a colocar muita estrada diante de mim.

A Revista Receita de Turismo tem uma proposta nacional. Isso significa sair de Ribeirão Preto para acompanhar feiras, eventos, produzir reportagens e conhecer destinos em diferentes regiões do país.

A partir de outubro, essa agenda se intensifica. Teremos viagens curtas intercaladas com outras bem mais longas. Num país das dimensões do Brasil, contar histórias de diferentes regiões também significa pensar seriamente em como chegar até elas.

O avião segue sendo parte disso, claro. Para vencer grandes distâncias rapidamente, muitas vezes é uma solução importante. Mas rapidez não é a única variável de uma reportagem de turismo.

A revista quer estar nos grandes destinos, mas também quer olhar para aquilo que raramente está nos holofotes: cidades menores, experiências diferentes, personagens, gastronomia, estradas e lugares que ainda não recebem tanta atenção.

E, para chegar a esses lugares, às vezes o aeroporto é só parte da solução.

Será que eu preciso estar ao volante em todas as viagens?

Dessa pergunta nasceu Entre Destinos, projeto da Revista Receita de Turismo em parceria com a Buser, que abraçou a proposta de experimentar a estrada antes de contá-la.

Se a Receita de Turismo quer descobrir outros destinos, também precisa descobrir outras maneiras de chegar até eles.

O destino importa. O caminho também.

Há uma dimensão da viagem de ônibus que costuma ficar fora das comparações mais objetivas: a estrada como experiência.

No ônibus, o trajeto não desaparece entre origem e destino. A paisagem muda diante da janela. Surgem cidades, postos, paradas, trechos conhecidos e outros que talvez nunca entrassem no roteiro. Você percebe a distância acontecendo.

O avião encurta a distância. O ônibus permite vivê-la.

E isso abre possibilidades interessantes.

Uma viagem de dez dias, por exemplo, não precisa se resumir a um único destino. Pode ser dividida em etapas. Cidades que antes seriam apenas nomes numa placa podem passar a fazer parte do roteiro.

No carro também é possível, claro. Mas no ônibus esses quilômetros acontecem sem que você precise conduzi-los. É possível olhar, trabalhar, descansar, dormir e chegar à próxima etapa sem horas de volante acumuladas no corpo.

Esse conceito ainda será testado melhor nas próximas reportagens. Por enquanto, o primeiro teste era mais simples: Ribeirão Preto–São Paulo.

1h05 da madrugada

Era madrugada de 30 de setembro quando cheguei ao ponto de embarque da Buser em Ribeirão Preto. A saída estava prevista para 1h05 — e aconteceu no horário.

O ônibus era um Marcopolo Paradiso, ano 2022, semi-leito.

Eu carregava uma lembrança pouco favorável de algumas experiências antigas em semi-leito, quando bastava a poltrona da frente reclinar para metade do nosso espaço parecer desaparecer. Não foi o que encontrei. Havia uma boa distância entre as poltronas e espaço suficiente para viajar confortavelmente.

Comecei acordado, celular na mão, fazendo os últimos ajustes para a ABAV Expo. Em Leme, tivemos a parada da viagem.

Voltei para a poltrona e simplesmente dormi.

Deixei outra pessoa dirigir.

Achei que estava chegando a Campinas

Quando acordei, ainda meio sonolento, olhei pela janela e achei que estivesse chegando à região de Campinas.

Olhei de novo. Era a Marginal Tietê. São Paulo.

Pouco depois, desembarquei nas proximidades da Barra Funda, antes do horário previsto. Fui de aplicativo até o flat, tomei banho, troquei de roupa, separei os equipamentos e, pouco depois das 9h30, já estava no Expo Center Norte.

Primeira constatação: saí de Ribeirão Preto na madrugada, atravessei a noite e consegui começar um dia inteiro de trabalho.

Você anda. E, quando cansa de andar, anda mais um pouco.

Quem trabalha em grandes feiras sabe: existe uma diferença enorme entre visitar uma feira e trabalhar em uma feira.

A ABAV Expo virou uma maratona. Você anda, conversa, fotografa, negocia, procura alguém, atravessa outro corredor, encontra uma pauta, volta — e, quando cansa de andar, anda mais um pouco.

A sala de imprensa virou uma espécie de porto seguro: um lugar para sentar, organizar informações, trabalhar no notebook, tomar um café e planejar os próximos compromissos.

No primeiro dia, decidi não forçar tanto. Ainda havia mais dois pela frente.

Eu tinha deixado o carro em Ribeirão Preto. Mas minha cabeça ainda estava no banco do motorista.

São Paulo vista de outra maneira

No segundo dia, eu tinha uma visita marcada ao Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz — uma experiência que ganhará reportagem própria na Receita de Turismo.

Eu sabia que o Museu ficava perto do flat. Abri o aplicativo e chamei um carro. O próprio aplicativo praticamente avisava que o destino estava próximo. Fui mesmo assim.

Durante a visita, em um ponto mais alto, olhei pela janela. Reconheci a avenida. Reconheci os tapumes que havia visto perto da hospedagem.

Na saída, perguntei como atravessava para o outro lado. Segui a orientação, caminhei menos de 100 metros e estava praticamente de volta ao flat.

Foi engraçado. Mas também revelador.

Eu estava sem carro, mas ainda pensando como se estivesse com um.

O metrô estava praticamente na minha porta

Logo depois veio outra descoberta: a estação de metrô estava praticamente na porta.

Eu já havia gastado R$ 40, R$ 50 ou mais em alguns deslocamentos por aplicativo enquanto tinha uma estação muito próxima.

Passei a experimentar outra lógica: metrô, Terminal Tietê e aplicativo apenas nos trechos em que realmente fizesse sentido.

Eu já sabia que a própria ABAV disponibilizava traslado entre o Terminal Tietê e o Expo Center Norte. A informação não era nova. O que era novo era a disposição de incorporar aquilo à minha viagem.

No segundo dia, peguei o traslado. No terceiro, metrô e traslado já começavam a parecer parte natural do percurso.

A facilidade sempre esteve ali. Quem precisava enxergá-la era eu.

E você? Quando chega a outra cidade, observa primeiro as possibilidades ao seu redor ou automaticamente abre o aplicativo e chama um carro? Essa é uma das conversas que queremos construir com os leitores de Entre Destinos.

Arroz, feijão, bife e ovo

Existe uma parte das viagens profissionais que dificilmente aparece nas fotografias: o cansaço.

Durante aqueles dias, comi pouco. Um lanche durante a viagem, pequenos sanduíches na feira, café, suco, um doce aqui, outro pãozinho ali.

Na segunda noite, depois de um dia inteiro andando e trabalhando, atravessei a rua e parei num daqueles estabelecimentos paulistanos que misturam lanchonete, bar e restaurante.

Pedi arroz, feijão, contrafilé grelhado e ovo. Nada mais.

Aquilo me levou de volta a outras viagens, quando o chamado “comercial” — arroz, feijão, carne, ovo, salada e, em alguns lugares, batata — era quase um ritual de estrada.

Naquela mesa, por alguns minutos, eu não precisava produzir, negociar ou fotografar. Eu simplesmente estava ali, comendo.

Depois atravessei a rua novamente e fui dormir.

“Meu Deus, perdi o ônibus!”

Acordei, olhei para o relógio: 6h15.

Minha passagem de volta para Ribeirão Preto era às 18h30. Só que, naquele momento, minha cabeça não leu seis e quinze da manhã. Leu 18h15.

— Meu Deus, perdi o ônibus!

Na minha cabeça, eu tinha apenas 15 minutos para um embarque que obviamente não conseguiria alcançar.

Peguei o celular, abri o aplicativo da Buser e comecei a tentar resolver o problema. Cancelei a passagem das 18h30 e consegui reservar outra para perto da meia-noite.

Tudo isso em poucos minutos e pelo próprio celular.

Já comecei a imaginar o restante do problema: eu ainda tinha o último dia da ABAV Expo pela frente e precisava entregar o flat dentro do horário combinado. Se aquela situação fosse real, passaria horas em São Paulo com mala, equipamentos e sacolas, esperando pelo novo embarque.

Foi depois desses minutos de confusão que chegou uma mensagem da minha mulher pelo WhatsApp.

Uma fotografia.

Ela estava em Ribeirão Preto. Na mesa, café e pão de queijo.

Aquela imagem me trouxe de volta à realidade.

Liguei.

— Acorda! São seis e meia da manhã.

Eu tinha acordado doze horas adiantado dentro da minha própria cabeça.

Quando finalmente entendi o engano, voltei ao aplicativo da Buser. Cancelei a nova passagem que havia reservado para perto da meia-noite e consegui novamente lugar no ônibus das 18h30, justamente aquele em que pretendia voltar desde o início.

Em questão de minutos, pelo celular, eu havia cancelado uma viagem, encontrado outra alternativa, cancelado novamente e conseguido retornar ao planejamento original.

O episódio nasceu de uma confusão minha, mas acabou revelando uma facilidade que eu nem pretendia testar nesta reportagem: a possibilidade de administrar mudanças e reorganizar a viagem diretamente pelo aplicativo.

Se eu não tivesse conseguido voltar ao horário original, teria uma longa espera pela frente, já fora do flat. Mas consegui.

Resolvido o caos — que, afinal, só existira dentro da minha cabeça — fui para o terceiro e último dia da feira.

Agora, sim: 18h30

Dessa vez não havia dúvida: era tarde.

Saí da ABAV por volta das 17 horas. Pedi um carro por aplicativo e, cerca de 20 minutos depois, cheguei à Sala VIP Nena, ponto de embarque utilizado pela Buser em São Paulo.

Eu sabia que o local funcionava junto a um posto de combustível e imaginava uma pequena área de espera, algumas cadeiras e talvez uma lanchonete.

Encontrei uma sala ampla, com portas de vidro, sofás e poltronas, café, água, banheiro e estrutura para aguardar o embarque.

Depois de três dias de feira, sentar ali já fazia diferença.

A bagagem foi identificada, a passagem conferida e então chegou o ônibus.

Uma experiência diferente na volta

Se o semi-leito da ida já havia me surpreendido positivamente, a volta trouxe outra categoria de viagem.

Era um Marcopolo Paradiso G8, de dois andares, com serviço leito total. Poltronas grandes, configuração com uma poltrona de um lado do corredor e duas do outro, reclinação praticamente horizontal, travesseiro, cobertor e tela individual.

E havia uma função que eu realmente não esperava encontrar: massagem na poltrona. Diferentes sequências e intensidades. Usei bastante.

Mas o mais importante não foi isso.

Eu dormi novamente. E dormi bem.

Para alguém que passou grande parte da vida dizendo que não conseguia dormir viajando, isso dizia mais sobre a experiência do que qualquer catálogo técnico.

Quando cheguei a Ribeirão Preto, meu corpo ainda carregava os efeitos de três dias intensos de feira. Minhas pernas e meus pés continuariam lembrando daquela maratona nos dias seguintes.

Depois de tudo aquilo, eu não precisei dirigir de São Paulo até Ribeirão Preto.

E isso precisava entrar na minha conta.

Carro ou ônibus? Talvez essa seja a pergunta errada.

Não quero transformar Entre Destinos numa disputa entre volante e poltrona. Porque cada viagem pede uma escolha.

Todos os meses, por exemplo, vou até Elias Fausto, no interior de São Paulo, onde fazemos a assessoria de imprensa do Café do Lago, um café colonial instalado em área rural.

O empreendimento fica a cerca de dois quilômetros do centro da cidade, mas não existe uma solução de transporte público que me leve diretamente ao local com a praticidade necessária para o trabalho.

Nesse caso, para mim, o carro continua fazendo muito mais sentido. E haverá muitos outros destinos assim.

Mas e uma viagem como Ribeirão Preto–São Paulo, sozinho, para trabalhar durante três dias numa feira extremamente cansativa?

A conta muda.

Normalmente calculamos combustível, pedágio, estacionamento, manutenção e desgaste do veículo.

Mas existe um custo que quase nunca colocamos na calculadora: o nosso próprio desgaste.

Depois de horas caminhando, conversando, fotografando, negociando e produzindo conteúdo, ainda há quilômetros de estrada pela frente.

No carro, alguém terá que dirigir. No ônibus, não necessariamente.

E essa diferença, pelo menos para mim, passou a pesar.

Eu continuo preferindo o carro

Faço questão de dizer isso porque esta reportagem não terminaria de maneira honesta se eu dissesse o contrário.

Eu continuo preferindo o carro.

Durante anos, ônibus foi minha última opção. Em muitos casos, eu só pensaria nele quando realmente não houvesse outra alternativa.

Uma viagem não apaga décadas de hábito. Também não transforma o ônibus, de repente, na solução ideal para qualquer deslocamento.

O que esta primeira experiência fez foi algo mais simples — e talvez mais importante.

Colocou o ônibus em outro lugar na minha balança.

Antes, muitas vezes ele sequer entrava na decisão. Agora passa a ser uma opção que merece ser considerada seriamente, dependendo da distância, do destino, do objetivo e das condições da viagem.

E justamente porque uma experiência não é suficiente para chegar a uma conclusão definitiva, Entre Destinos precisa continuar.

Uma viagem pode ter vários destinos

Nas próximas reportagens, queremos experimentar outros trajetos: viagens curtas, viagens longas, outras categorias de ônibus, outros destinos e outras circunstâncias.

E há uma possibilidade particularmente interessante: transformar o próprio caminho em roteiro.

Imagine uma viagem de dez dias em que, em vez de simplesmente sair do ponto A e chegar ao ponto B, o passageiro divida o percurso em etapas. Desce, conhece uma cidade, fica um ou dois dias, embarca novamente, segue para outra e continua.

Nesse tipo de viagem, o ônibus deixa de ser apenas o transporte utilizado para chegar às férias. Ele passa a fazer parte delas.

O carro também permite essa liberdade. Mas, no ônibus, depois de conhecer uma cidade durante o dia, é possível embarcar, reclinar a poltrona e deixar que outra pessoa cuide dos quilômetros seguintes.

Talvez um dos próximos Entre Destinos seja exatamente assim.

O ponto entre a origem e o destino também pode deixar de ser passagem e virar destino.

E você também faz parte dessa viagem

Entre Destinos não foi pensado apenas para ser lido. Queremos ouvir quem está do outro lado.

Você faria Ribeirão Preto–São Paulo de ônibus? Continuaria indo de carro? Que trajeto deveríamos experimentar? Qual destino pouco conhecido merece uma reportagem?

Conte sua experiência para a Receita de Turismo.

Nas nossas redes sociais, esta viagem também continuará sendo mostrada por meio de fotografias, vídeos, pequenos cortes e bastidores que complementam esta reportagem.

E uma ideia já começa a surgir para o futuro: em uma das próximas experiências, um casal de leitores poderá ser convidado para viver conosco um fim de semana de Entre Destinos.

Nesse momento, o leitor deixa de apenas acompanhar a história. E entra nela.

O que realmente levamos de uma viagem?

Pensando em tudo o que aconteceu nesses três dias, minha memória acabou viajando muito mais longe do que São Paulo.

Voltei à infância. Lembrei do meu avô.

Eu não sei dizer quanto dinheiro ele tinha na carteira. Não sei quanto havia na conta bancária. Não lembro se naquela época ele tinha muito ou pouco.

Mas existe uma coisa da qual eu lembro.

Ele tinha um D-4 velho.

E eu lembro daquele caminhão chegando para me buscar. Lembro de viajar com ele. Lembro da sensação.

Para mim, aquilo era extraordinário.

O caminhão envelheceu. O dinheiro foi gasto. O tempo passou.

A experiência ficou.

Talvez seja isso que as viagens façam conosco.

Durante muito tempo, viajar esteve muito associado, para mim, ao volante, ao controle, ao caminho que eu escolheria e ao momento em que decidiria parar.

Agora começo a perceber que, em algumas viagens, abrir mão de uma parte desse controle pode abrir espaço para outras experiências.

Porque viajar não é apenas chegar.

É aquilo que acontece entre o momento em que fechamos a porta de casa e o instante em que voltamos a abri-la.

São as pessoas. As estradas. Os erros. Os cafés.

Uma estação de metrô que estava diante dos nossos olhos e não havíamos percebido.

Um prato de arroz e feijão depois de um dia exaustivo.

Uma paisagem passando pela janela.

Uma poltrona onde finalmente conseguimos dormir.

Um caminhão velho que, décadas depois, continua vivo na memória de uma criança que cresceu.

Porque, no fim, talvez a maior bagagem de uma viagem não seja aquela que colocamos no bagageiro.

O que fica não é aquilo que tivemos.
É aquilo que vivemos.

Esta primeira viagem terminou em Ribeirão Preto.
ENTRE DESTINOS ESTÁ APENAS COMEÇANDO.

Receita de Turismo

Para mais informações entre em contato nos canais abaixo:

Telefone: +55 16 98844-0296
E-mail: receitadeturismo@gmail.com
Redes sociais: @receitadeturismo

Os artigos assinados por colunistas e colaboradores são responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião deste jornal. Sendo de responsabilidadedo colunista todo conteúdo editorial e fotográfico.