Perrengue em Ilhabela, sonhos em Fernando de Noronha: a história de um turista que descobriu o verdadeiro sentido de viajar

Em entrevista à Revista Receita de Turismo, Osmar compartilha experiências reais de viagens por destinos como Ilhabela, Florianópolis, Guarujá e Ubatuba, mostrando como o turismo vai muito além de paisagens: é memória, família, emoção e transformação de v

07/05/2026

Perrengue em Ilhabela, sonhos em Fernando de Noronha: a história de um turista que descobriu o verdadeiro sentido de viajar

“Entre praias, histórias e memórias, Osmar e sua esposa mostram que o verdadeiro sentido do turismo está nos momentos vividos juntos.”


Relato real de um leitor da Revista Receita de Turismo

 

Nem toda grande história de viagem começa perfeita. Às vezes, ela começa com um problema. Perder a chave do carro em uma praia pode parecer apenas um transtorno, mas, no turismo, muitas vezes são esses momentos que acabam se tornando as histórias mais lembradas.


Osmar, leitor da Revista Receita de Turismo, representa o turista real: simples, direto e apaixonado por viajar. A seguir, ele compartilha experiências, aprendizados e momentos que mostram o verdadeiro valor de uma viagem.

Entrevista

Bella Trip: Conta pra gente uma história marcante de uma das suas viagens.

Eu tenho uma história para contar de uma viagem, mas não foi tão emocionante assim. Uma vez eu fui para Ilhabela, eu e a minha esposa, passar uns 4, 5 dias lá. Chegamos lá, fomos nas várias praias que existem lá, lugar maravilhoso, lugar lindo. Ficamos numa pousada no pé de uma montanha, coisa mais linda do mundo.

Aí fomos para uma praia, paramos o carro, descemos e ficamos lá praticamente o dia inteiro. Chegou a tardezinha, fui pegar a chave para abrir o carro. Cadê a chave? Revirei tudo, andei nos lugares que eu tinha andado, não conseguia achar essa chave.

Aí eu pedi no seguro para mandar um chaveiro, pelo menos abrir o carro. Em Ilhabela não tem chaveiro, teve que mandar um de São Sebastião. Demorou, estava um caos, feriado, muita gente.

Resumindo, não encontrei a chave, o chaveiro também não deu conta. Aí voltei para casa e liguei para o meu cunhado pegar a chave reserva e ir até lá. No dia seguinte ele foi, levou a chave.

Quando eu fui pegar o carro com a chave reserva, tinha um bilhete escrito: estou com a sua chave. Eu falei, graças a Deus, acharam a minha chave. Estava num quiosque. Eu tinha perdido na areia da praia.

Fui lá, gratifiquei o cara, agradeci muito, voltei, peguei o carro e seguimos a viagem. Depois disso foi tudo maravilhoso, praias muito bonitas, passeios muito lindos. Mas foi esse perrengue que ficou marcado.

Bella Trip: O relato mostra como, muitas vezes, o imprevisto acaba sendo o momento mais lembrado de toda a viagem.

Bella Trip: Depois dessa experiência, você passou a ter mais cuidado quando viaja?

Com certeza. Depois disso a gente fica mais esperto. Hoje continuo viajando, agora estou aposentado, então viajo sempre. A última viagem que eu fiz foi para o Guarujá. Vou sempre para o Guarujá, que é mais perto. Também vou para Ubatuba, Florianópolis. Florianópolis eu conheço bastante porque meu cunhado morava lá, então ficava hospedado na casa dele. São passeios maravilhosos.

Bella Trip: Entre esses destinos, qual mais te marcou?

Com certeza Florianópolis. Aquela ilha é maravilhosa. A gente conheceu praticamente a ilha inteira. Tem um lugar especial que é a Lagoa da Conceição, onde você pega um barco, faz passeio, toma uma cervejinha, come um pastel de banana com canela, camarão. É um espetáculo.

Bella Trip: O que o turismo representa pra você hoje?

Hoje, como eu sou aposentado, fazer turismo é muito importante na minha vida. Eu adoro viajar, minha esposa adora, minhas netas também. Para mim fazer turismo é essencial.

Bella Trip: E nas viagens em família, o que mais te marca?

A felicidade. Quando estamos viajando juntos é uma felicidade completa. Principalmente com a minha neta, que é tudo para mim. Estando com ela, eu estou feliz.

Bella Trip: Aqui, o turismo aparece como ferramenta de conexão emocional, muito além do destino.

Bella Trip: O que não pode faltar em uma viagem?

O que não pode faltar é dinheiro, porque você consegue aproveitar melhor um bom restaurante, um bom hotel, um passeio. Mas mesmo com pouco dá para viajar e aproveitar.

Bella Trip: Dá pra viajar com pouco dinheiro?

Com certeza dá. Você pode escolher um hotel menor, um restaurante mais simples. Isso não impede de ser feliz e aproveitar.

Bella Trip: O turismo mudou sua forma de ver a vida?

Sim, mudou tudo. Antes era casa e trabalho. Hoje a gente conhece pessoas novas, lugares novos, paisagens lindas. Isso é muito importante para a saúde e para o bem-estar.

Bella Trip: E emocionalmente, o que muda depois de viajar?

Muda tudo. Eu me sinto até mais jovem. Cada lugar que você conhece é uma coisa a mais na sua vida.

Bella Trip: O sentimento de renovação aparece como um dos principais ganhos das experiências de viagem.

Bella Trip: O turismo aproxima as pessoas?

Aproxima muito. A felicidade quando estamos viajando juntos é completa. A gente se sente mais feliz, mais realizado.

Bella Trip: Como vocês escolhem os destinos?

A gente sempre procura indicação de pessoas que já foram e falaram que vale a pena. Também planeja com antecedência para facilitar.


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Bella Trip: Tem algum destino que você ainda sonha em conhecer?

Sim, Fernando de Noronha. É um sonho conhecer lá.

Bella Trip: Você acha que o Brasil é valorizado no turismo?

O Brasil tem muitas coisas lindas. Praias maravilhosas, comidas boas. Mas muita gente prefere ir para fora sem conhecer o que temos aqui.

Bella Trip: Teve algum encontro marcante em viagem?

Sim. Uma senhora dona de hotel em Ilhabela. Uma pessoa incrível, 81 anos, muito inteligente. Conversamos bastante, ela contou toda a história da vida dela, como começou do zero, com móveis de caixote, e hoje tem um império. Foi uma noite inesquecível.

Bella Trip: Histórias como essa mostram que, no turismo, as pessoas que encontramos são tão marcantes quanto os destinos.

A história de Osmar é extraordinária no seu contexto — porque cada viagem tem um significado único para quem vive, esperamos ver mais histórias como a do Osmar aqui em nossos canais.

O turismo real é feito de momentos simples, imprevistos, encontros e memórias.

No fim, não é sobre a chave perdida.
É sobre tudo o que ficou depois disso.