Uma nova forma de viajar pelo Brasil começa pela estrada

Receita de Turismo testa, em uma viagem real para a ABAV Expo 2026, como flexibilidade, conforto e autonomia podem mudar a experiência do viajante

Redação Revista Receita Turismo | 25/09/2026

Uma nova forma de viajar pelo Brasil começa pela estrada

Viagem entre Ribeirão Preto e São Paulo marca o início de uma nova experiência editorial da Receita de Turismo sobre formas mais livres e flexíveis de viajar pelo Brasil. (magem ilustrativa / Receita de Turismo)

A viagem começa quando você decide ir

Receita de Turismo estreia uma nova frente editorial para mostrar, na prática, como liberdade, flexibilidade e conforto podem transformar a maneira de viajar pelo Brasil

Por Alexandre Richards
Editor da Revista Receita de Turismo

Viajar nem sempre precisa começar meses antes, com uma agenda fechada, malas prontas e um roteiro desenhado em cada detalhe. Às vezes, a vontade aparece de repente: um evento profissional, uma visita à família, um show, um festival, uma boa mesa, uma praia, uma cidade próxima ou simplesmente o desejo de sair da rotina.

É a partir dessa ideia que a Receita de Turismo inaugura uma nova frente editorial: mostrar uma forma mais livre, flexível e personalizada de conhecer o Brasil, em que o viajante escolhe quando ir, quanto tempo ficar, o que realmente quer viver e como transformar o próprio deslocamento em parte da experiência.

A viagem espontânea também pode ser turismo

Imagine uma sexta-feira à noite. Surge a vontade de passar o sábado no litoral, caminhar pela praia e almoçar diante do mar. O viajante embarca à noite, amanhece no destino, aproveita o dia e volta novamente à noite. Sem hotel, sem mala grande e sem toda a estrutura que normalmente acompanha uma viagem de fim de semana. No domingo pela manhã, já está em casa, a tempo de tomar café e descansar o restante do dia.

O mesmo raciocínio pode servir para uma cidade histórica, um parque, uma rota gastronômica, um evento esportivo, um encontro familiar, um festival, um destino religioso, uma experiência de natureza ou simplesmente aquele lugar que estava há tempos na lista de desejos.

A proposta não é abolir o planejamento. É mostrar que nem toda viagem precisa nascer engessada. Há espaço para o improviso, para a decisão de última hora e para roteiros construídos de acordo com o gosto de quem viaja.

O 'hotel sobre rodas'

Em algumas rotas, o ônibus deixou há muito tempo de ser apenas um meio de transporte. Poltronas leito, maior espaço individual, climatização e viagens noturnas criaram outra maneira de organizar o tempo.

A lógica é simples: embarcar à noite, descansar durante o percurso, chegar pela manhã e ter o dia inteiro pela frente. Na volta, repetir a experiência. Dependendo do roteiro, o próprio deslocamento passa a cumprir parte da função que uma diária de hotel teria naquela viagem.

É quase um 'hotel sobre rodas': enquanto a estrada avança, o passageiro descansa. E, quando chega ao destino, a viagem já está acontecendo.

Liberdade não significa viajar sem apoio

Essa forma de viajar também não coloca as agências de viagens de lado. Pelo contrário. Num turismo cada vez mais personalizado, o agente pode assumir um papel ainda mais importante: ajudar o viajante a escolher os melhores lugares para ficar, indicar experiências, restaurantes, atrativos, receptivos e serviços que façam sentido para aquele roteiro.

O viajante continua livre para decidir o que quer fazer. A agência, por sua vez, pode funcionar como uma consultora da experiência, ajudando a transformar uma ideia rápida em uma viagem melhor organizada e mais interessante.

A primeira experiência nasce do turismo de negócios

No meu caso, essa nova jornada começa com uma viagem de negócios. Entre 30 de setembro e 2 de outubro, estarei em São Paulo para a cobertura da ABAV Expo 2026.

Normalmente, faria o trajeto entre Ribeirão Preto e a capital de carro. Mas o primeiro compromisso acontece já pela manhã. Isso significaria sair ainda de madrugada, dirigir por algumas horas, enfrentar a chegada a São Paulo, trânsito, estacionamento e uma caminhada até o evento antes mesmo de começar um dia inteiro de trabalho.

Desta vez, a proposta será outra: embarcar à noite, descansar durante o percurso e chegar pela manhã. Em São Paulo, ficarei hospedado em um flat a menos de 15 minutos do Expo Center Norte. De lá, um carro por aplicativo pode me deixar praticamente na porta da feira, a poucos passos da entrada.

A pergunta que motivou essa experiência é simples: será possível tornar uma viagem de negócios mais agradável, reduzir o desgaste do deslocamento e chegar com mais disposição para cumprir a agenda?

A Buser entra nessa arrancada

Para colocar a ideia à prova, a Buser resolveu encarar essa experiência junto com a Receita de Turismo.

A viagem entre Ribeirão Preto e São Paulo será o ponto de partida dessa nova narrativa. A proposta é acompanhar tudo como realmente acontece: a organização da viagem, o embarque, o conforto, o descanso, a chegada e a forma como essa escolha interfere no restante do dia.

Não se trata de chegar a uma conclusão antes de viajar. A experiência será registrada como ela for: com vantagens, limitações, surpresas e descobertas. É justamente isso que dará sentido aos próximos capítulos.

Uma jornada que pode levar a muitos caminhos

O turismo de negócios será apenas o começo. A ideia é explorar, ao longo do tempo, diferentes possibilidades de viajar pelo Brasil: lazer, gastronomia, eventos, visitas familiares, destinos de natureza, cultura, cidades pequenas, grandes centros, escapadas de fim de semana e viagens que surgem quase sem aviso.

Mais do que mostrar destinos, a proposta é descobrir maneiras diferentes de chegar até eles e de viver cada experiência com mais liberdade.

A ABAV Expo 2026 será o primeiro capítulo dessa jornada. E, desta vez, a cobertura começa antes mesmo de chegarmos à feira.

“A experiência começa já no embarque. E é a partir dela que a Receita de Turismo passa a olhar também para o caminho, não apenas para o destino.”

Receita de Turismo

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